Quer ter boas ideias? Vá dormir!

Um insight muitas vezes nos ajuda a resolver problemas cotidianos, mas não há como forçá-lo a aparecer. Os psicólogos, porém, podem nos dar algumas dicas. Se, por exemplo, você já passou um bom tempo refletindo sobre um problema e sente que se meteu num beco sem saída, isso significa que pode estar muito perto da solução.

A pesquisa mostra que a sensação de não conseguir ir adiante às vezes precede a experiência da súbita descoberta. Se, no entanto, você não consegue avançar ou fica tentando sempre s mesma solução, faça uma pausa. Ou, melhor ainda: tire uma soneca.

De fato, importantes insights aparecem quando sonharmos ou depois se uma cochilada. Conta-se que o famoso química alemão Friedrich August Kekulé von Stradonitz (1829-1896) descobriu a estrutura anular do benzeno ao sonhar com uma cobra que mordia o próprio rabo.

O sono faz bem a esses processos perceptivos, como revelou um estudo de autoria de Ullrich Wagner e de seus colegas das universidades de Lubeck e Colônia. Eles propuseram aos voluntários séries simples de caracteres às quais, mediante a aplicação de duas regras lógicas deveriam reagir pressionando uma sequência de teclas. Contudo, as séries de caracteres eram escolhidas de tal modo que as tarefas podiam ser resolvidas também com o emprego de uma estratégia bem mais simples.

Os participantes efetuaram uma grande qualidade dessas tarefas, durante as quais se computaram quantos deles conseguiram descobrir a estratégia mais favorável. Aqueles que, antes de descoberto o atalho, foram interrompidos e postos para dormir por algumas horas, encontraram o truque com muito mais facilidade que aqueles aos quais não foi permitida a pausa para uma soneca.

Os pesquisadores explicavam essa diferença espantosa recorrendo a processos de consolidação que têm lugar no hipocampo durante o cochilo: desse modo, as novas informações recebidas são associadas ao saber armazenado na memória. E isso pode fazer com que descubramos com mais rapidez estratégias mais simples de resolução de problemas.

Fonte/Créditos: Mente e Cérebro

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